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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005

Batata Quente - Pedro Leite

Caros Amigos,


É com muito gosto que tenha a honra e o prazer de inaugurar mais uma iniciativa do nosso grupo, que espero que se venha a manter por muitos e bons anos. Seria muito bom que daqui a 30 ou 40 anos possa ainda existir alguém com a “batata quente” na mão.



Parte I



Num ano marcado pela forte seca que se tem feito sentir, foram muitos os comentários e as diversas “profecias” efectuadas no início da temporada sobre o comportamento dos toiros. Desde previsões de que os toiros viriam grandes mas com pouco trapio e pouco colaborantes durante as lides, até a toiros pequenos e brutos, de tudo um pouco se foi ouvindo por aí.


Mas como os toiros mantém essa característica única da espécie de não se comportarem de forma estereotipada (caso contrário isto seria mesmo uma grande chatice), a verdade é que como sempre, durante esta temporada apanhámos toiros de toda a espécie e feitio em termos de força, bravura e tamanho.


O que ninguém poderia imaginar mesmo nos cenários mais pessimistas, era que esta temporada ficaria marcada pelo elevado número de lesões que infelizmente se registaram no seio do nosso grupo. Lesões graves que ocorreram nos treinos, outras ocorridas em situações normalíssimas de pegas para as quais a probabilidade de se repetirem são ínfimas e lesões em toiros realmente brutos, conduziram a um total de 13 lesionados e indisponíveis na parte final da temporada.


Num grupo como o GFACR que pela sua juventude, posição geográfica, pelos elevados critérios de selecção dos quais não abdica e pelos seus objectivos em termos de números de corridas, não possui um número tão grande de efectivos quando comparado a outros grupos, fazendo com que as muitas lesões ocorridas conduzissem a uma situação ímpar na história deste grupo.


Mas também é destes percalços que se constrói e que se escreve a história de um grupo. Perante tanta adversidade o GFACR pautou a sua temporada, por uma enorme seriedade, disponibilidade e entrega dos seus elementos. Se tudo fosse rosas e aplausos, qualquer pessoa seria um forcado e quereria cá andar. Mas isto de ser forcado não é para qualquer um e poucos são capazes de hipotecar a sua integridade física de forma tão romântica e desprendida. Gostei sinceramente de ver o grupo arrimar-se a ultrapassar todas as contrariedades que teve pela frente e a escrever mais uma página na história deste grupo à custa do esforço e entrega de todos os que se fardaram nesta época.


Não posso e não quero deixar de invocar em especial o caso do Frederico “Preto” Casimiro pois bem sei o que custa decidir deixar de pegar e o quanto custa e a coragem que é necessária para o voltar a fazer de forma tão voluntariosa como o fez. Contra mim falando, existem grandes diferenças entre dizer que se faz, dizer que se está pronto para o fazer ou dizer que a farda está no carro e realmente tê-lo feito. Felizmente também outras pessoas estavam na disposição de o fazer.  Acima de tudo considero que esta época fica marcada por uma percepção colectiva do que realmente nos une e do que realmente conta nas horas de aperto, devendo servir como orientação do caminho a seguir.


 Parte II


 A internet mudou radicalmente as nossas vidas e mesmo que tenha sido de forma progressiva, a verdade é que até a própria festa brava entrou nesta nova era da comunicação global. Uma das vantagens é claramente poder acompanhar a temporada de mais perto, seguindo os cartéis que vão surgindo e lendo as crónicas das corridas nos sites da especialidade no dia seguinte à realização das mesmas e podendo ainda ler interessantes comentários (na sua maioria) sobre tauromaquia. Mas como “não existe bela sem senão”, também a internet acabou por marcar a temporada do nosso grupo. De facto e sendo esta uma opinião estritamente pessoal, considero que o Grupo das Caldas tem fortes razões para se sentir descontente com os comentários que foi alvo (felizmente que não a totalidade dos comentários que tive oportunidade de ler), quer no escandaloso texto do Sr. Chaubet (devidamente rebatido pelo nosso cabo) quer nos comentários de algumas das nossas corridas. É incrível o tratamento discriminatório concedido aos grupos de forcados por um dos sites mais lidos. Para dois ou três grupos não existem momentos menos bons na opinião dos cronistas, para outro grupo restrito de grupos, existe a clara preocupação por parte dos cronistas em não ofender e em ser simpático e para alguns grupos a caneta parece mais uma faca bem afiada de cortar a direito.


Não obstante este facto, prefiro sinceramente que o Grupo das Caldas seja injustamente mal criticado do que não seja alvo de qualquer comentário ou que receba comentários indiferentes (repito que felizmente também existiram comentários justos, quer em actuações positivas quer em actuações negativas, pois também sabemos assumir os nossos erros).


A verdade na minha opinião, e não desfazendo a coragem da maioria dos forcados actuais e da maioria dos grupos actuais (pois coragem não significa preocupação com a parte técnica), é que o “estado da arte” nomeadamente no que concerne a forcados de cara, têm vindo a decair progressivamente nos últimos anos, tendo mesmo já afectado os grupos mais “históricos” deste país, salvo algumas e boas excepções. Neste âmbito é normal que as constantes actuações e acções desenvolvidas pelo Grupo das Caldas na busca dessa técnica perfeita e por esse estado de arte (evidentemente que nem sempre devidamente conseguido), seja actualmente um comportamento menos bem interpretado e apreciado pela “indústria tauromáquica”.


Rapaziada já chega e para a semana a “batata quente” vai para o amigo Francisco Cantorias, para ver se escreve tão bem como canta.....


Abraços


Pedro Leite

publicado por cid às 17:29

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2 comentários:
De Daniel Pedro a 30 de Setembro de 2005 às 11:20
Fantástico texto Natas! Mas deixaste os teus amigos pendurados... fizeste a crónica da nossa temporada e agora vamos ter de inventar histórias!!!
Abraço
De Joo Santa Marta a 30 de Setembro de 2005 às 00:22
Sem palavras!!!!!Gostei bastante do teu texto Natas. Um abraço

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