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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005

Em pontas...

È já amanhã que o Grupo de Forcados Amadores de Caldas da Raínha irá actuar na Praça de Toiros de Plasencia na região espanhola de Cáceres.


Como se sabe em Espanha existe a cultura de mexer o menos possível nos toiros antes de estes saírem à praça, tanto para que não se lesionem ou percam força como para que não aprendam ou ganhem vícios que possam ser prejudiciais aos toureiros.


Assim, em Espanha, os toiros não são embolados, não têm qualquer protecção nos pítons sendo assim lidados quer a pé quer a cavalo.


Em Portugal, já desde o tempo de D. Maria II (piedosa e farta de ver homens estropiados por toiros), que os toiros para os cavaleiros são lidados com embolas (protecções de metal e coiro colocadas sobre os cornos do toiro) destinadas a proteger quer os cavalos quer os moços de forcado.


Como é óbvio, se um Grupo vai pegar a Espanha, tem de se sujeitar às condições e tradições espanholas... Por isso aceita pegar os toiros "em pontas"... È absolutamente inegável que existe um risco acrescido (quer pela falta de protecção dos pitons quer pelo facto de estes assim serem bastante mais dificeís de agarrar..) mas são riscos que cabe ao Grupo decidir se deve aceitar ou não...


De uma forma bastante genérica (que se aplica ao caso dos toiros "em pontas" como a outros casos de risco acrescido) pensamos que o risco maior só compensa se a recompensa fôr também ela maior...


Sendo todos os forcados amadores por definição o critério nunca poderá ser estritamente económico (obviamente que também conta, principalmente porque pelo menos as despesas de deslocação e alojamento devem estar asseguradas..) devendo basear-se mais no mérito da praça e na importãncia da ocasião...


Assim, creio que qualquer forcado concorda em que, a título de exemplo, uma pega na Maestranza ou em Las Ventas vale bem os nervos acrescidos e a possibilidade de uma lesão... Este critério é um pouco extremo mas serve perfeitamente como exemplo...


Pegar numa grande praça (em Espanha há inúmeras), com condições médicas excelentes (em qualquer praça há médicos e cirurgiões.. não se brinca com a vida dos intervenientes da Festa..) ,cheia até cima (coisa que não se vê sempre em Portugal), com um público que respeita os forcados (não fala nem grita durante a pega), sendo tratados como verdadeiros toureiros (costume que não existe em Portugal) e com direito a verdadeiras ovações e triunfos valerá sempre a pena para qualquer forcado digno desse nome...


Enfrentar toiros desembolados deve ser sempre tido como uma excepção e não como uma opção (não tem qualquer sentido nem fundamento na tradição portuguesa..) e portanto não deverá ser banalizado por qualquer Grupo apenas por necessidade de afirmação ou de número de corridas...


Quanto ao GFACR (que ainda por cima tem umas contas a ajustar com toiros espanhóis) pegará em Plasencia, valorizando o nome de Portugal e a cultura portuguesa, com a mesma determinação e vontade que tem sempre demonstrado...

publicado por cid às 12:41

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1 comentário:
De Bernardo Cid a 5 de Agosto de 2005 às 09:36
Os meus parabéns ao Grupo de Forcados das Caldas, pela magnífica corrida em terras de "nuestros hermanos".

Agora esperamos que estejam mentalizados para os "Passanhas" nas Caldas.

"Que Dios reparta la suerte",

Um abraço deste amigo,

Bernardo Cid Nobre da Veiga

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