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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Batata Quente - Mário Cardeira

Agradeço desde já ao José Sousa Dias (Zé nights) a oportunidade de me agarrar a esta  Batata.
Quando pensei em ir para o grande G.F.A.C.R não pensava que o grupo funciona-se da maneira como funciona. Pensava eu que, funcionasse como a equipa em que jogo rugby, que consiste em ir aos treinos e aos jogos neste caso ir as corridas e pouco mais se passa para além disso. Mas quando realmente integrei no Grupo das Caldas no qual fui bastante bem recebido, percebi que o Grupo não funcionava como eu pensava.
Comecei passado de algum tempo “não muito pois sou dos elementos mais novos” por adquirir novos conceitos. Conceitos esses que me fizeram crescer quanto pessoa. Um dos deles é a amizade. Quando entrei para o Grupo tinha um conceito totalmente diferente de amizade. Adquirido este novo conceito pensei para mim “isto sim são amigos” nunca tinha visto tal amizade por alguém se não para com a família. Graças a este conceito de amizade me sinto bastante bem integrado neste grande grupo de amigos.
Outro dos conceitos que mudei foi o medo. Pensa que ter medo era ser “mariquinhas”. Mas o meu conceito de medo mudou, e passei a encarar o medo como uma forma responsável de encarar diversas situações neste caso os toiros. Afinal eu tenho medo dos toiros e graças a este conceito aprendi a respeitar e a encarar de uma forma responsável os toiros. Pois quem diz que não tem medo penso eu que seja inconsciente. Este medo responsável a mim da me uma grande vontade de Pegar toiros.
È com muito orgulho que pertenço ao Grupo das Caldas, pois já passei óptimos momentos dentro dele, e como um dos elementos mais novos espero continuar a ter grandes momentos e contribuir para a evolução do grupo.
A Batata vai para um grande amigo que tenho a certeza que vamos todos gostar de ler umas palavrinhas suas.
Tamagotchi a Batata e tua!
Abraços a todos
Mário Cardeira
publicado por osmaioresdisparates às 21:49

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Batata Quente - José Souza Dias

Antes de mais, queria agradecer a oportunidade que o Nuno Morgado me deu, ao deixar-me escrever umas palavrinhas, no blog deste grande grupo de amigos.
 
Apesar das grandes e óptimas experiências que tenho passado com grupo, não irei fazer um discurso extenso, devido ao facto, que apenas entrei para o grupo no ano que passou, e isso faz com que não tenha a experiência necessária, nem as vivências, para poder falar sobre os valores morais do GFACR. Certamente também, não foi com essa intenção que me foi passada esta batata, mas talvez pelo o interesse dos membros com maior antiguidade no grupo, de quererem conhecer o que vai no espírito, desta nova geração que agora começa a treinar e a fardar-se.
 
Como o gosto pela festa brava e a cultura de ir aos toiros me tem acompanhado ao longo da vida, quando surgiu o convite dum grande amigo (Duarte Palha), para ir a mais uma ferra desde logo aceitei, e aí tive o primeiro contacto pessoal com o grupo, ao qual fiquei muito agradado e motivado para continuar nos treinos e de um dia poder fardar-me. Claro que com o decorrer da época de treinos e corridas, percebi que afinal, a nossa função enquanto forcados do Grupo das Caldas, não era apenas treinar para nos podermos fardar e pegar os toiros, mas que, não esquecendo esta parte, o principal objectivo de todos os membros do Grupo, consiste na partilha de valores, na amizade e no divertimento, e por isto, é que todos fazemos esforços para poder estar sempre presentes.
 
Na opinião geral das pessoas, os forcados são considerados imensas vezes, como loucos e inconscientes, devido a enfrentarem animais bravos de grande porte, utilizando apenas os seus corpos sem por isso, ganharem algum privilégio ou prémio monetário, a meu ver, esta é a parte mais saudável da arte de pegar toiros, visto que, apenas é forcado quem quer, gosta e tem coração, e assim registo mais uma razão para querer formar uma carreira enquanto forcado das Caldas.
 
Pelo gosto que tenho em conversar e aprender, ao longo da época passada, fui conversando com membros mais velhos, como é “nosso” dever enquanto mais novos, e em algumas conversas, ouvi que a época não estava a correr bem, que devíamos ter mais eficácia e que as corridas eram poucas. Por certo, não foi a época em que as estatísticas foram melhores para o grupo das caldas, nem a que tivemos a melhor posição no escalafón, devido ás várias corridas canceladas mas, no meu entender a época foi óptima, devido a tudo que referi anteriormente, e ao facto de ninguém ter tido lesões maiores.
 
Por fim, como a nova época se aproxima, resta-me apenas desejar sorte a todos, que cumpram os vossos objectivos, que os toiros marrem e que ninguém se aleije.
 
A Batata fica na responsabilidade de um amigo, que eu espero, encontrar muitas vezes dentro de praça, sempre com a vontade que tem hoje para os toiros e para a amizade.
 
Agarra-te Mário e diz-nos tudo……….
 
Abraços a todos
                José Souza Dias
publicado por osmaioresdisparates às 20:58

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Batata Quente - Nuno Morgado

Entender o Forcado
 
Se nos perguntassem a razão pela qual pegamos, no caso dos que estão no activo, ou porque pegámos, no caso dos que já não pegam, o que responderíamos?
 
 O que é que existe no Grupo de Caldas da Rainha que leva um jovem a cometer a loucura de se colocar à frente dos toiros? De ficar anos a fio ligado a esta experiencia, ansioso pelo próximo encontro, pelo próximo treino, pela próxima corrida?
 
 A resposta mais imediata, o factor que instantaneamente liga, é o ambiente que se vive no nosso Grupo. Há um ambiente de sã diversão, de respeito sincero que cativa de imediato. É normal impressionar quem chega de novo. Nunca vi! Dizem eles.
 
É pois natural que se queira voltar, que se queira repetir a experiência, que se queira conhecer melhor. Volta-se, ganha-se confiança, vai-se conhecendo melhor quem está, e aos poucos vão nascendo amizades. Deste modo, à experiencia gratificante do ambiente vai-se juntando um dos mais belos sentimentos humanos. Ligamo-nos ao Grupo pelo sentimento único da amizade. Não é por acaso que na antiguidade clássica, os gregos representavam simbolicamente a amizade por dois corações envoltos numa corrente.
 
Com o tempo, com os treinos, com a experiência no tentadero, vai-se ganhando à-vontade, aprendendo a técnica, dominando o medo, experimentando a emoção de, em Grupo, dominar o animal, conseguir fazer algo que é difícil, que só alguns fazem…pegar.
 
Entrementes arranja-se a farda, faz-se exercício, vêm-se os vídeos do Grupo, fala-se com um e com outro sobre os detalhes da pega, sobre a postura em praça. Criam-se as condições para poder representar o Grupo em praça. Quer-se experimentar a emoção maior, a excelia experiência de pegar um toiro. E há um dia em que na fardamenta o seu nome é proferido entre os eleitos. Por toda a vontade revelada, pelo carácter patenteado, pelo amigo que é, é-lhe concedida a honra de vestir a jaqueta do nosso Grupo... pela primeira vez.
 
Aí, junta-se à experiencia do ambiente e ao sentimento da amizade, a emoção única de pegar. Dar o seu contributo para dominar o toiro. Percebe então que, neste contexto do seu Grupo, com estes amigos, é capaz de dominar o medo, é capaz de enfrentar o toiro. Isto dá-lhe uma sensação de auto confiança que nunca tinha sentido. Sente o reconhecimento de uma série de pares que lhe são caros, sente-se mais integrado, percebe que contam com ele, e tudo isto, fá-lo crescer. Estas novas qualidades fortalecem-lhe a personalidade.
 
Durante este tempo que já tem de Grupo, vai percebendo que aqui não basta fazer, é preciso fazer bem. Não basta pegar, é preciso pegar à primeira, com arte, elegância e nobreza. E acima de tudo, é preciso pegar sempre, venha o que vier. Na verdade, os toiros já estão pegados no momento em que o Cabo aceita uma corrida. Só ainda não se sabe como foram pegados. Esta consciência aprofunda-se quando começa a fardar-se. Olha para os amigos que já têm muitas provas dadas e admira-os, toma-os por referência e interroga-se, como conseguiram? Tanta generosidade! Será que estou à altura?
 
 À medida que vai experienciando o seu o tempo de Grupo, vai percebendo que existe mais família para além da família, e por razões algo ininteligíveis, conclui que a alegria escolheu o Grupo de Caldas da Rainha para habitar.
 
Antes de uma corrida, e em particular das que se adivinham mais sérias, nas suas orações integra um forte sentimento de gratidão pelos dons da vida e da saúde, que antes não valorizava tanto. O medo e o risco levam-no mais próximo de Deus.
 
Para além do ambiente, da amizade, das emoções, de uma personalidade fortalecida, vai descobrindo na cultura de Grupo, uma cultura de valores. Desde logo a Verdade, lema do Grupo, mas como este tantos outros como a lealdade, a solidariedade ou a família, tudo isto valores omnipresentes na vida do Grupo. Sente que tudo isto tem sentido, identifica-se com tudo.
 
Como se tal não bastasse, reconhece o muito que vai aprendendo. Aprende a confiar nos outros, vale a pena confiar, dão-se passos mais longos. Aprende a importância de fazer em união, em equipa, de forma organizada. Aprende que não desistimos daquilo em que acreditamos e que é importante. Aprende que o sucesso é consequência do mérito e que este nasce na cultura do difícil. Aprende que o todo, quando coeso, é maior que a soma das partes. Aprende que é possível ir muito mais longe se agirmos animados por uma causa maior que nós.
 
Todas estas vivências, aprendizagens e experiencias moldaram a sua a atitude, mudaram a sua personalidade, marcaram o seu carácter. Já não é a pessoa que era. E um dia, numa corrida, quando não espera, sai um daqueles toiros que exige o sobre-humano. A situação é da maior seriedade, a praça inteira expectante, todos percebem o que ali está. É nestas alturas que se vêm os Grupos, é nestas alturas que se vêm os Forcados. E com uma determinação que nem sabia existir nele, voluntaria-se. O seu ânimo é contagiante, espalha-se, contagia tudo e todos. O toiro mede-o, recusa-se, e por fim, com o Forcado em terrenos menos próprios, arranca-se. Fecha-se e o Grupo entrega-se a ajudar com a mesma determinação pela qual todos se deixaram contagiar. E com espectacularidade e arte resolve-se o problema. O público delira. De onde saíram estes rapazes? Que espectáculo! Uma vez rematada a pega, a reacção do público fá-lo perceber...o Grupo mais uma vez saiu prestigiado, resolveu um problema sério. Mas percebe também que naqueles momentos decisivos...não foi ele. Foi o Grupo em si. Aquela capacidade é algo que não pertence ao indivíduo, é pertença exclusiva do colectivo. Nestes momentos difíceis, esta força nasce nos espíritos nobres, vem de dentro, não se explica, Vive-se. É experiência privilégio dos Grupos grandes, daqueles que verdadeiramente enriquecem quem neles pega.
 
 
“Os Grupos é que fazem os Forcados, e não os forcados que fazem os Grupos.”
 
 
 Antes de entregar a batata quero dizer que independentemente do muito que possamos gostar do nosso Grupo e que possamos valorizar o forcado, a decisão de pegar é uma decisão muito pessoal, compete a cada um, pertence a cada um. E é-o pela sua seriedade, pelos riscos que implica e pelo impacto que tem na vida de quem decide ser forcado.
 
Por causa da seriedade da decisão, e em particular do risco, não seria legítimo a alguém afirmar que vale ou deixa de valer a pena pegar. Como tal, não se pretende com este texto justificar, apenas reflectir, contribuir para entender o forcado.
 
 Entrego a batata ao José Sousa Dias.
 
 
 Um abraço amigo,
 
 
 Nuno Gonçalves Morgado
publicado por osmaioresdisparates às 15:45

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