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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Batata Quente - Eduardo Egrejas

Meus amigos:

Nesta oportunidade que o nosso amigo Pedro Garcia me deu em andar á batatada com vocês gostaria de vos transmitir alguns pensamentos e sensações. Assim, como não tenho muito jeito para as palavras (como bem sabem) vou tentar ser o mais sucinto possível.


Gostaria de começar por enaltecer todo o trabalho de equipa que este ano existiu para criar o site, o blog, os folhetos, as garrafas e toda a divulgação em geral do nosso grupo e da festa dos toiros.


Confesso que não sou propriamente um aficionado por este meio de comunicação, visto que estou a escrever para todo o mundo, (e se já sou acanhado por norma quando estou com vocês, imaginem agora....), mas vou tentar dar o meu melhor.


Bom, Bomb’i lenha!.


Desde a primeira batatada  que se fala, ou falou, da nossa temporada. Das lesões, das alegrias e das desilusões.


Em relação ás lesões nada a acrescentar, visto como o “stor” disse “os toiros por vezes magoam”. Temos que estar preparados para esse facto , mas, como é que é possível digerir todo este azar que nos bateu á porta este ano e seguir em frente ainda com mais garra?


Eu explico, na realidade até é bastante simples. Basta pensar nos princípios pelos quais o nosso grupo se rege, e se isso não chegar, vamos olhar para a atitude que o Fred cigano tomou, quando se transcendeu e um dia difícil disse: “o grupo deu-me muita, mas muita coisa. Chegou a altura de eu dar-lhe algo em troca”. Parece, e é, poético ( o que choca vindo de quem veio!!!), mas o que é que nós somos senão os poetas da festa? Para nós não existe como o sorriso dos nossos amigos e as palmas dos aficionados. É essa a verdadeira recompensa de um forcado.


O sorriso que ainda agora vos falei é aquele que tive oportunidade de ver na Nazaré aquando o Luís Miranda, o Manuel Nobre da Veiga, e o Tó Abrantes pegaram os toiros que nos calharam em sorte. Quando assisti da bancada (posição difícil), á felicidade colectiva do grupo, partilhando toda a alegria dos três, relembrei mais uma vez com saudade a sorte que tenho em ser forcado neste grupo.


É óbvio que as desilusões também estão patentes na nossa vida, tanto dentro como fora das praças. Quem é que de nós pode dizer que nunca saiu um bocado mais triste por causa da maneira como ajudou ou como pegou determinado toiro? Ou até quem é que nunca ficou mais sentido por não se ter fardado, quem?? Nenhum de nós, porque “quem não sente não é filho de boa gente”, e aqui no nosso grupo todos sentimos.


Para finalizar e não ser muito maçador, gostaria de partilhar um momento e uma emoção.


Faz algum tempo que uma pessoa muito especial para mim e que me acompanha nesta guerra me fez a seguinte pergunta.


-                     “Ao que é que cheira um toiro????”


Bolas (pensei eu),com esta é que me fico!!! Depois de me ajudar a lavar a farda tanta vez ainda não sabe???!!!


Mas não. O cheiro da pega não é só isso! É o toiro e todas as pessoas que estão envolvidas nesse momento, nessa corrida, neste grupo. Vai dai começámos a falar no grupo e na mística (essa mesmo...). Quando dei por isso estava embrenhado numa conversa sem fim. São sensações que nunca vou conseguir explicar a ninguém, mesmo aos que são ou foram forcados noutros grupos. Não é que o grupo das Caldas seja melhor ou pior, é diferente. Para mim pessoalmente é uma maneira de estar na vida. Nem sequer consigo imaginar o que teria sido a monotonia ao longo destes anos enquanto tive o prazer de me fardar com vocês todos.


Gostaria apenas de dar um grande abraço a três pessoas que são muito especiais para mim e que têem o meu incondicional apoio..


O Francisco Calado por tudo o que tem conseguido por nós, o Nuno Vinhais por tudo o que vai conseguir a partir do nosso 15 de Agosto, e o Oscar Carvalho que, como tenho notado, tem suplantado  a 300% o antigo cabo dos juvenis a dar cabo da cabeça aos “meninos”.


Amigos, está ai outro ano


BOMB’ I LENHA


Abraços


Eduardo Egrejas


 


Jà agora gostava de entregar esta batata quente ao meu amigo, o sempre rei das arábias.


O Ganda John

publicado por cid às 00:43

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9 comentários:
De Nuno Morgado a 24 de Janeiro de 2006 às 21:32
Grande Eduardo,
Quero fazer dois comentários à tua presença no Grupo. O primeiro é lembrar palavras tuas quando dizes que "neste Grupo todos fazem falta". Isto, esta valorização de cada um, reflete muito da essência de um Grupo de forcados. O segundo é para lembrar o excelente forcado que és e os muitos exemplos que deste em praça. A calma e serenidade com que pisas a arena, o kit a um toiro que ganha sentido sem sequer olhar para a trincheira, a presença firme nos momentos dificeis...este Grupo não seria o mesmo sem ti. Um grande abraço,
Nuno Morgado


De Daniel Pedro a 23 de Janeiro de 2006 às 13:17
Grande Eduardo! Muito pouco posso acrescentar ao que já foi dito sobre ti e a tua presença no nosso grupo, mas deixa-me apenas dizer que sem ti este grupo não era certamente o mesmo! Muito obrigado pela tua Enorme Amizade. Grande abraço
De scar Carvalho a 23 de Janeiro de 2006 às 11:20
Egrejas, para um "timido" como tu, vai lá vai, gande texto. Onde de facto transcreves o que de melhor há no nosso Grupo. A ti agradeço a maneira como todos estes anos recebeste todos os novos forcados e os fizeste sentir o Grupo da maneira correcta. Quanto às palavras que me dirigiste só posso agradecer e tentar cultivar todo aquele espirito que Tu cultivaste e continuas a cultivar à rapaziada mais nova. O meu muito obrigado.
De Frederico Casimiro a 21 de Janeiro de 2006 às 20:36
Grande (gordo) Eduardo, grandes e felizes momentos passei eu ao teu lado em praça, por tudo o que deste ao grupo e a referência que és, estava a aguardar com alguma expectativa o teu texto pois não costumas ser de muitas palavras ao descrever os teus sentimentos e isso conseguiste-o fazer, relembrando-me o forcado e a pessoa que és. Sinto-me um priviligiado por te ter como amigo. Um grande abraço, Fred.
De Diogo a 20 de Janeiro de 2006 às 23:51
Um texto cheio de sentimento, aquele sentimento que tu sempre soubeste transmitir aos mais novos e q conseguiste passar aos «juvenis» q passaram pelas tuas mãos.Tendo sido eu um deles, quero-te agradecer tudo o q me ensinaste e continuas a ensinar.És um forcado enorme dentro de praça, mas o mais importante é o Homem q és fora dela.És um exemplo.Um grande abraço Reliquia!
De Nuno Vinhais a 20 de Janeiro de 2006 às 23:43
É sempre um grande prazer ouvir (neste caso ler) alguem como o Eduardo. Como 1º Cabo dos Juvenis, muitos forcados cresceram com a ajuda do Eduardo. Como forcado, não há palavras para descrever a tua generosidade e entrega. Como amigos, todos sabem o que és!!! Foi (e será) sempre uma enorme honra e prazer fardar-me ao teu lado e será talvez ainda maior quando vir o teu filho Eduardinho seguir o caminho do pai neste grande Grupo. Grande abraço para ti e para a tua familia
De Francisco Calado a 20 de Janeiro de 2006 às 15:43
Eduardo, este foi um texto que gostei muito de ler, não sei como explicar isto, mas senti um grande sentimento da tua parte nestas palavras. Um sentimento sincero de quem já muito deu ao Grupo e agora recebe ainda mais com as alegrias dos outros. Este é um ponto de Paixão e Amizade muito grande, pois não é só por nós, mas essencialmente pelos outros. Agradeço desde sempre o teu apoio e aproveito para de deixar, também, um grande abraço
De Miranda a 20 de Janeiro de 2006 às 12:35
Grande Egrejas, para quem não gosta muito de falar e para quem diz que não gosta de escrever o teu texto está EXCELENTE... Menos não seria de esperar de alguém que vive o Grupo como tu vives e que sente cada momento sempre com uma emoção especial... E agora, com a época de treinos quase a começar, è mesmo como tu dizes "Bomb´ilenha"!!!! È uma expressão muito tua mas que parecendo simples diz tudo da tua atitude perante os toiros, perante o Grupo e perante a vida... Muitos parabéns pelas tuas palavras... E agora lá ter o Ganda John de "queimar uns neurónios" para se safar da garrafinha....
De António Fornelos a 13 de Maio de 2016 às 00:03
A propósito do que li, não deixo de concordar com o meu "padrinho" Eduardo Egrejas.
Muitas vezes ficamos tristes, é verdade. A minha maior tristeza é ter fardado pelo GFACR ter ajudado como pude, melhor ou pior, ter convencido os organizadores da Festa a convidarem o Grupo para pegar 6 Infantes da Câmara nas festas de Ponte de Lima em 2002, ter a minha avó (que Deus a tenha) aberto as portas das suas casas para a Fardamenta e tudo o que vem depois e ter sido, sem perceber porquê, apagado da história do Grupo.
Tenho mesmo muita pena. Mas os meus companheiros de trincheira terão, naturalmente, as suas razões que com pena desconheço.
Os Homens falam na cara e se errei, cá estou para assumir. Preferem nada dizer, aceito, mas não me conformo.
Este comentário vai em memoria da minha saudosa avó, que tão bem recebeu o GFACR, e foi por ele esquecida.

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