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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

Batata Quente - Pedro Garcia

Meus Amigos,


Já muito, e bem, foi dito neste nosso espaço.


Da temporada passada e seus reveses; das actuações menos conseguidas e dos triunfos (estes em larga maioria); da amizade que nos une dentro e fora da praça.


Mas para a batata que me calhou, pensei em escrever algo um pouco diferente.


Ora aqui vai:


Toda esta história de pegar toiros parece ter começado fruto da convivência entre os nossos antepassados e o touro (entenda-se o tuga e não os nuestros hermanos).


Ao longo dos séculos, o Homem teve de partilhar o seu espaço com este nobre animal, o que requereu alguma arte e engenho. Quantas pegas não devem ter sido feitas quando no campo se tentou capturar este animal. O sinal desta convivência pode ser encontrado nos rituais pagãos da Alta Idade Média.


No entanto, a pega enquanto parte de uma festa, surge com a prática da embolação, e os grupos de forcados apenas no Séc.XIX. 


Vários foram os Reis portugueses que praticaram esta arte, D. Afonso VI, D. Pedro II e D. Miguel I, nunca deixando de ser uma festa popular (“…simbiose entre a nobreza e a plebe…”). O forcado vestido de povo actua como fidalgo.


Penso que encontrei um autor que define o forcado e a arte de pegar toiros (“…peleja entre dois machos…”) de uma maneira muito particular que aqui vou partilhar com todos os leitores deste blog. Esse autor é Fernando Teixeira.


Fernando Teixeira coloca uma interrogação: Porque razão só se pegam toiros em Portugal?


A razão, pensa, está nas sucessivas invasões que a nossa península foi sofrendo, e que a barreira atlântica obrigou a parar e, consequentemente, resistir ao inimigo. Ter-se-á então desenvolvido no nosso povo “…um espírito de firmeza e abnegação em tudo idêntico ao do pegador que vai à cara do touro.”.


Chega a referir que a Ala dos Namorados, que enfrentou a investida do touro castelhano em Aljubarrota, talvez tenha sido o nosso primeiro grupo de forcados. Afinal o GRANDE Ricardo Cunha parece não estar errado quando refere que noutra encarnação esteve na dita Ala.


E acabo com uma citação de Ramalho Ortigão aquando da proibição da pega de caras no reinado de D. Luís:


“Às razões de brandura de costumes, de humanidade, de filosofia, de civilizações invocadas por quem dirige esta jiga-joga, eu humilde intérprete do Povo só uma coisa oponho – Má raios partam o zelo tísico de tanto maricas e tanto lambisgóia que não me deixam pegar o touro à unha”.


E com esta me fico…até à próxima


E esta semana a batata quente vai para o meu, e nosso, grande amigo Eduardo Egrejas.


Um abraço deste vosso amigo


Pedro Garcia

publicado por cid às 13:39

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8 comentários:
De Marco Cruz a 20 de Janeiro de 2006 às 11:51
Grande Garcia mais uma vez, mostras aquilo que sentes pela festa brava, pelo teu Grupo e mais impressionante toda a tua cultura tauromaquica. Muito obrigado pela paciencia eterna que para todas a bubadeiras que já aturaste.
Um grande abraço
De Francisco Calado a 17 de Janeiro de 2006 às 10:20
Foi um texto muito bom de se ler, trás uma nova ideia, que sabe sempre bem para não andarmos de volta dos mesmos assuntos. Essa tua passagem de "Batata" também promete um texto um pouco diferente, que como se leu nos comentários também o procuramos.Um grande abraço Garcia (foi diferente, não comecei com o teu nome) e obrigado por esta componente histórica.
De Miranda a 15 de Janeiro de 2006 às 23:08
Grande Garcia (para não variar muito..) os meus sinceros parabéns. Por duas razões: primeiro por teres inovado no tema (espero que os próximos sigam o teu exemplo) e segundo pela tua passagem de batata quente... Grande abraço
De Frederico Casimiro a 15 de Janeiro de 2006 às 18:47
Não vou começar por Grande Garcia pois todos o fizeram anteriormente, mas como sabes és uma pessoa que para mim, apesar de seres mais novo do que eu nestas andanças, a tua atitude e maneira de estar como forcado e pessoa sempre foi uma referência e um exemplo. Em relação ao teu texto gostei muito de o ler pois é sempre bom variar os assuntos e gratificante saber que a nossa actividade de Forcados está intimamente ligado a história do nosso País e divertido ouvir histórias e comentários como os de Ramalho Ortigão (já na altura havia os defensores dos animais...) Um grande abraço.
De Nuno Vinhais a 13 de Janeiro de 2006 às 22:44
Grande Garcia, é um prazer imenso desfrutar das tua palavras. Mas acima de tudo, da tua amizade e da tua maneira de estar no Grupo. Com um sentido de Humildade, Amizade, Coerencia e Entrega inigualaveis que fazem de ti um grande exemplo do forcado que se quer no GFACR.
De scar Carvalho a 13 de Janeiro de 2006 às 17:00
Ganda Gaxia, concordo com o que já foi comentado quer pelo B.A, quer pelo Dani, sem duvida que é dos melhores textos do blog, com uma bela componente hostórica, muito bem escrito. Sem duvida que por toda a tua dedicação ao Grupo, o teu modo de estar no seio do Grupo e acima de tudo a tua presença em todos os momentos do grupo, és um EXEMPLO DE FORCADO. Um abraço
De Daniel Pedro a 13 de Janeiro de 2006 às 15:40
Grande Garcia, como disse o Alonso e muito bem, este foi também para mim um dos melhores textos aqui publicados! Gostei imenso a forma como abordaste as origens do forcado e a essência do verdadeiro homem portugûes! Magnifico! Deixa-me só dizer que como forcado foste e és um exemplo muito grande para mim e a tua atitude e a maneira como pensas são dignas de um grande amigo! Eu acho que apesar deste texto, ainda pegas melhor do que escreves!!! Grande abraço
De Bernardo Alonso a 13 de Janeiro de 2006 às 14:46
Grande Garcia, escreves tão bem como pegas!! Adorei o teu texto, por várias razões:1º por ser teu; 2º foste ao encontro do que eu julgo ser a essência de um blog,isto é, fizeste um artigo;3º abordar um tema tem rico como as origens e alma de forcado, merece toda a minha atenção.
Foi para mim, dos melhores textos do nosso (que se quer que seja para todos)blog. Abraço

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