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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005

Batata Quente - Nuno Vinhais

Caros amigos e leitores,


·         Em primeiro lugar queria dizer que é um orgulho receber a “Batata Quente” do nosso Cabo Francisco Calado;


·         Segundo, não posso deixar de dizer que considero o nível de crónicas deste Blog muito alto, como tal, espero contribuir para esse nível elevado;


·         Em terceiro e por ultimo cria fazer um convite a todos os aficionados e leitores deste Blog que venham assistir as corridas do nosso Grupo. Certamente verão que os sentimentos e ideais que por aqui correm, estão reflectidos dentro de praça.


O tema da minha crónica vai ser dividido em duas parte: I Parte – Ser forcado (em geral); II Parte – Ser forcado no G.F.A.C.R.


 


I Parte – Ser Forcado (em geral)


Para uma grande maioria ser forcado é para malucos, o que não é necessariamente verdade.


Pegar touros não é a mesma coisa do que jogar ténis, sobre isso estamos todos de acordo. Pegar touros é uma “actividade” de risco, mas que considero estar ao nível de outras actividades ditas (fazer surf em ondas de 4 metros, andar numa mota a 200 km/h, etc., coisas que eu era incapaz de fazer).


Para ser forcado é necessário alguma valentia, uma boa dose de coragem, isso é certo. Mas não e só, é preciso acima de tudo um grande coração.


Num grupo de forcado existem vários tipos de pessoas (cada uma tem o seu papel, dentro e fora de praça), umas mais fortes, outras mais corajosas, outras tecnicamente mais evoluídas, o que é importante é que todas elas se complementem em total sintonia entre si e em conjunto caminhem no sentido da perfeição, situação impossível de atingir, mas algo que nenhum forcado pode deixar de tentar chegar. Como todas as pessoas, também os forcados têm os seus momentos menos bons, os seus receios, o que nunca pode faltar a um forcado é a capacidade de saber ultrapassar todos os problemas.


 


II Parte – Ser forcado no G.F.A.C.R.


Ser forcado no Grupo de Forcados Amadores de Caldas da Rainha é tudo isto e muito mais. Ser forcado do G.F.A.C.R. é não dar o passo ao lado em nenhuma circunstância, é pé que vai a frente não volta a trás e acima de tudo é ter a consciência que o toiro até pode ir vivo para dentro, mas quando isso acontecer podem ter a certeza que na trincheira não estará nenhum forcado em pé.


Este espírito de sacrifício só pode ser feito quando existe uma escola de toureio e uma estrutura de coesão fortíssima intrínseca em todos os elementos que vistam orgulhosamente a Jaqueta do nosso Grupo.


E como é que isso acontece?! É sermos muito amigos uns dos outros. É olhar para o lado e ver um amigo pelo qual daríamos a vida. É criar um espírito de união e amizade inigualáveis.


Ser forcado no G.F.A.C.R. é uma paixão que não é possível descrever por palavras, é um sentimento que está na nossa cabeça, no nosso espírito e acima de tudo no nosso coração.


Sabendo que nos dias de hoje os valores da sociedade estão em queda, o nosso Grupo torna-se uma escola para a vida onde os valores que são cultivados permitem “meninos” tornarem-se “homens”.


É com a consciência do passado, com a vontade do presente e a visão do futuro que o G.F.A.C.R. vai evoluindo como Grupo, onde cada elemento que entra é embebido com a nossa Carta Nobre (que o Francisco tão bem fez em divulga-la uma vez mais) e aí se torna mais um irmão.


Para concluir, vou citar uma frase que infelizmente não sei quem disse: “Não somos melhores nem piores, somos diferentes.”


Viva o Grupo de Forcados Amadores de Caldas da Rainha


 


A “Batata Quente” passo para o meu grande amigo Daniel Pedro, porque terá certamente coisas muito interessantes para nos transmitir, mas também porque já todos reparámos que ele está cheio de vontade de pagar uma garrafa de whisky ;)


Abraços a todos


Nuno Vinhais

publicado por cid às 00:23

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